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terça-feira, 13 de outubro de 2009

flamengo bairro

O Flamengo é um bairro da zona sul do Rio de Janeiro, nas cercanias da praia e do parque de mesmo nome. Seus limites são os bairros de Botafogo, Laranjeiras, Glória e Catete. Possui 53.268 habitantes, a vizinhança é eminentemente residencial de classe média-alta, com alguns apartamentos de alto-luxo situados na avenida de frente para a orla (praia do Flamengo e avenida Rui Barbosa). O comércio e os serviços têm-se mostrado muito fortes, principalmente depois da chegada do metrô em 1979 à região, consolidando o Largo do Machado e seu entorno como um dos subcentros do Rio. Segundo os moradores, uma de suas qualidades é a relativa segurança com que se pode andar à noite pelas ruas. No entanto, o bairro mantém uma relação contraditória com a favela do Morro Azul que sofre com a exclusão social do contexto em que se encontra.

Flamengo, Largo do Machado e Catete são as estações da linha 1 do Metrô Rio que dão acesso ao bairro. Suas principais ruas são a Rua Senador Vergueiro e a Rua Marquês de Abrantes, além das vias expressas do Aterro do Flamengo, que ligam a Zona Sul ao Centro da cidade.

Alguns dos pontos notáveis do bairro são: Oi Futuro, Arte Sesc, Castelinho do Flamengo, Museu da República e o Parque do Flamengo.
Aterro do Flamengo à época dos Jogos Pan-americanos de 2007.
O nome Flamengo é uma homenagem ao navegador flamengo, na verdade holandês, Olivier van Noort, conhecido como Le Blond, que a bordo de um navio do tipo Urca esteve no Rio de Janeiro no século XVII. Daí a origem de três nomes de bairros conhecidos na zona sul do Rio de Janeiro. Além dessa, há outras origens possíveis para o nome flamengo, às quais o historiador Brasil Gerson faz alusão em sua obra História das ruas do Rio.

Uma delas se refere à época das invasões holandesas ao Brasil. O nome teria origem na denominação dos prisioneiros também conhecidos por flamengos, que moraram na região durante o Seiscentismo (anos que abrangem o período de 1600 a 1699), trazidos de Pernambuco e transferidos para a região.

A segunda, está relacionada a presença de muitos flamingos trazidos para o Brasil das regiões banhadas pelo Mediterrâneo. Haveria tantos que um oficial alemão dos batalhões estrangeiros do Primeiro Reinado, C. Schlichthurst, escreveu em seu livro de memórias O Rio de Janeiro como é: "… e passam voando os flamingos com o esplendor de suas cores brilhantes e borboletas variegadas de tamanho nunca visto…".

No entanto, antes do atual nome, o bairro recebeu ainda outras denominações.


O bairro sofreu com a deterioração decorrente das transformações ocorridas no Rio de Janeiro na segunda metade do século XX. O Flamengo que antigamente era nobre, possuía a sede do governo da República, foi sofrendo com a decadência urbana. O medo da violência demandou o acréscimo de grades e muros entre as calçadas e as edificações, desvalorizando e descaracterizando os imóveis. Os moradores se mudam para bairros melhores da cidade e outros menos abastados se instalam. Estes últimos têm recursos mais escassos para manter o patrimônio vivo. O corolário desta situação é a diminuição do valor econômico das construções. Com isso, a região foi empobrecendo ao longo dos anos.

Não obstante, tem-se verificado uma revitalização em determinadas áreas. O poder público fez três intervenções do Rio-Cidade: Praia do Flamengo, a mais bem sucedida, rua Marquês de Abrantes e rua do Catete; e o programa Bairrinho que foi executado no Morro Azul – melhoria dos equipamentos públicos da favela e reconhecimento de algumas ruas. Além disto, os arredores da praça José de Alencar têm atraído muitos investimentos privados que mostram o surgimento de uma vida noturna mais agitada. Alguns estabelecimentos antigos consagrados como o Café Lamas e a churrascaria Majórica unem-se aos novos que começam a ganhar visibilidade.

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